A Madeira

A Madeira

A madeira utilizada é o cipreste (Cupressus lusitanica Mill.), reflorestado na Serra da Mantiqueira. Esta madeira tem excelentes características e é adequada para a fabricação de banheiras e ofurôs.
Após a secagem e climatização, as peças são selecionadas para garantir a qualidade final do produto. O fator estético também é considerado na seleção.

Segundo o Boletim de Pesquisa Florestal da Embrapa Florestas de Dezembro de 1995, o cipreste - Cupressus lusitanica Mill. - é uma das espécies florestais de alto potencial como fonte de madeira para usos múltiplos no Brasil, principalmente em forma de madeira serrada para marcenaria. A espécie apresenta bom desenvolvimento na Serra da Mantiqueira, no sul de Minas Gerais, a mais de 1.000m de altitude, onde o clima é frio e com alta umidade.

O cipreste (Cupressus lusitanica Mill.) é uma espécie conífera pertencente à família Cupressaceae, monóica, perenifólia, resinosa e aromática que pode atingir mais de 30m de altura e até 1 m de diâmetro a 1,30m do solo.

A região de origem desta conífera não está bem esclarecida. Apesar do gênero Cupressus estar presente nas regiões montanhosas da América Central a dificuldade de se definir a sua região de origem deve-se ao fato de que tem havido intercâmbio de plantas entre as Américas e a Europa desde a época do descobrimento. Este gênero encontra-se nas montanhas em El Salvador, Honduras, Guatemala e no sul do México, entre as latitudes 15°N a 27°N e altitudes entre 2.200m e 3.300m. É conhecida a existência de exemplares desta espécie em Bussaco, Portugal, desde o ano de 1644.

Uma das características da madeira de cipreste oriunda de bosques da serra da Mantiqueira é a presença abundante de nós. Estes nós são “cicatrizes” no lenho da madeira onde havia galhos quando a árvore estava viva e poderiam ser evitados se tivesse havido o manejo florestal do bosque, coisa que não é ainda comum nesta região. Como consequência a madeira utilizada na confecção dos ofurôs tem que ser muito bem selecionada e as peças escolhidas não podem apresentar nós que ofereçam riscos á integridade da peça.

As árvores de cipreste de onde se retira a madeira para a confecção dos ofurôs são originárias do Horto Florestal de Campos de Jordão. Elas são desdobradas em tábuas e pranchas em serrarias legalizadas de Sapucaí Mirim. Ao se receber a madeira da serraria, ainda em pranchas, é feito o seu empilhamento em um pátio ventilado com o uso de tabiques, sarrafos de madeira que servem de espaçadores para a circulação do ar entre as pranchas e a consequente perda de umidade, buscando-se chegar ao teor de umidade de equilíbrio. A variação da umidade é acompanhada com um aparelho – o medidor de umidade LIGNO METER KC- até os valores pararem de variar e assim caracterizar o ponto de equilíbrio do teor de umidade, que na nossa região fica em torno dos 14% em relação à massa seca.

As pranchas são então selecionadas e seccionadas nos tamanhos apropriados evitando-se peças com nós e quaisquer defeitos que comprometam a estanqueidade e a beleza dos ofurôs.

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